quarta-feira, 28 de março de 2012

Esta publicação vem no seguimento da primeira proposta de trabalho (memória descritiva da composição) e não lhe adiciona nada de novo, apenas expressa em texto aquilo que na publicação abaixo coloquei em tabelas.


Este trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de Design e Comunicação Visual, do 2º semestre, do 1º ano do curso de Ciências da Comunicação: Jornalismo, Assessoria e Multimédia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
O seu objectivo é familiarizar-nos com os elementos básicos e com as técnicas de comunicação visual, através da elaboração de uma composição que teve como base, no meu caso, a música “We Must Stand Together” da banda Nickelback.
Gosto muito desta banda, penso que praticamente todas as letras das suas músicas são cativantes e, algumas, transmitem mensagens importantes.
Escolhi esta música, em particular, dado que ela reforça a ideia da união entre os homens, referindo que, se nos unirmos, seremos mais fortes e mais felizes. Para isso, devemos colocar o egoísmo de parte, não ignorando outras realidades exteriores à nossa, “abrindo os olhos” e procurando ajudar os outros sempre que nos for possível.




Na elaboração deste projeto, os elementos básicos de comunicação visual que usei, no caso da capa do CD (quadrado com 12x12cm), foram:
O ponto que está na íris do olho, para representar a íris do olho humano; a linha está representada nas pálpebras, nas pestanas,  nas sobrancelhas, na própria forma do olho, em algumas marcas na pele e na linha que delineia o mundo, para delinear o olho e o mundo e para mostrar que se trata de um olho humano, através das leves marcas na pele.
A forma encontra-se representada na imagem do planeta Terra, no olho, e também pela íris, através do círculo. Escolhi usar a imagem do mundo para ilustrar a forma, uma vez que a música escolhida se refere ao facto de estarmos todos ligados uns aos outros, vivendo no planeta Terra.
A direção está no posicionamento das cabeças das raparigas. Na imagem, constatamos que as raparigas, apesar de estarem muito próximas, não olham necessariamente umas para as outras, nem têm uma expressão de felicidade no rosto. Com isto, pretendo demonstrar outra ideia presente na música: partilhamos todos o mesmo mundo, mas, muitas vezes, procuramos evitar ver e auxiliar as outras pessoas quando eles têm problemas, fechando-nos, assim, no nosso próprio mundo, representado, aqui, pelo globo-mundo, no interior do olho da rapariga.
A cor está presente em toda a imagem, com particular destaque para a maquilhagem do olho e as diferentes cores nas roupas das três raparigas. Ao nível da cor, quis, primeiramente, transmitir a ideia de harmonia, usando as cores da maquilhagem que procuram estar em relativa conformidade com as cores do planeta. As cores fortes e diferentes nas roupas das raparigas são uma forma de demostrar as diferenças entre as pessoas.
A escala esta representada no tamanho das raparigas em comparação com do olho e também no tamanho do mundo quando comparado com o tamanho das raparigas. Relativamente à escala, reparamos que apesar do olho ser maior que as raparigas, elas são do tamanho do mundo, apresentado atrás delas. Com isto, quis mostrar que os Homens aos seus olhos são do tamanho do mundo, representando, assim, a ideia de egoísmo, presente na música. No entanto, devíamos ter em mente que se nos mantivermos juntos (We must stand together) podemos não só tornar o nosso mundo melhor, como também o dos outros. As raparigas têm todas o mesmo tamanho, uma vez que estão numa posição de igual para igual, mas estão separadas fisicamente, ilustrando a ideia de indiferença e alheamento de umas para com as outras.
A dimensão encontra-se no posicionamento das raparigas sentadas ao longo da pálpebra inferior, através da utilização da perspectiva, temos a ilusão de que as raparigas estão sentadas ao longo da pálpebra inferior, mais uma vez com a intenção de mostrar que estão numa posição de igual para igual.
 E as técnicas de comunicação visual foram:
O equilíbrio está presente no posicionamento das três raparigas, procurei usar o equilíbrio, uma vez que queria dar uma ideia de “suspensão” das raparigas na pálpebra inferior.
A assimetria encontra-se presente entre as raparigas, o mundo e o olho. Utilizei a assimetria nos tamanhos, de forma a evidenciar o tamanho do olho relativamente às raparigas. Com isto, quis demostrar que os Homens aos seus olhos são do tamanho do mundo, representando, assim, a ideia de egoísmo, presente na música. No entanto, devíamos ter em mente que se nos mantivermos juntos (We must stand together) podemos não só tornar o nosso mundo melhor, como também o dos outros.
A espontaneidade está nas três raparigas e no mundo, usei esta técnica com o objectivo de expor a ideia de uma certa liberdade e emoção, expressa aqui pela imagem do mundo.
A ousadia encontra-se nas três raparigas e na escala do mundo, utilizei a técnica da ousadia com o objectivo de fazer com que a imagem desse nas vistas e chama-se a atenção.
A exatidão está presente em toda a imagem, apesar desta imagem privilegiar a experiência visual e natural das coisas, muitos elementos são ilusão de óptica, como podemos constatar pela ideia de “suspensão” das raparigas na pálpebra inferior.
A profundidade está por toda a imagem, dado o uso da perspectiva, da cor e da luz nesta imagem, foi possível aplicar a técnica da profundidade.
A justaposição encontra-se por toda a imagem, todos os elementos desta imagem exprimem uma relação entre si, isso permite que a imagem transmita não só uma, mas várias ideias.
A atividade está expressa na posição corporal e expressão das três raparigas e também no mundo, com esta técnica, procurei aplicar movimento no corpo e na expressão das raparigas. Já no mundo, através dos contrastes de cor e da luz, procurei também dar a ideia de deslocação/movimento.




No contorno circular, com 11,5 de diâmetro (a bolacha do CD) os elementos básicos e técnicas de comunicação visual que usei foram:
O ponto que está na íris do olho, para representar a íris do olho humano; a linha representada nas pálpebras, nas pestanas,  nas sobrancelhas, na própria forma do olho, em algumas marcas na pele e na linha que delineia o mundo, para delinear o olho e o mundo e para mostrar que se trata de um olho humano, através das leves marcas na pele.
A forma encontra-se representada no planeta Terra no olho e também pela íris, através do círculo, escolhi usar a imagem do mundo para ilustrar a forma, uma vez que a música escolhida se refere ao facto de estarmos todos ligados uns aos outros, vivendo no planeta Terra.
O tom está por toda a imagem, escolhi usar o tom cinzento para evidenciar a mesma ideia, mas de forma diferente, mostrando que todos juntos damos cor ao mundo, separados somos apenas um corpo “sem cor”. Aqui podemos encontrar, também, a perspectiva, devido ao contraste entre as pestanas e a pele cinzenta, criando a ideia de dimensão.
A textura encontra-se nas pestanas (com maior destaque) e nas sobrancelhas, para destacar o interior do olho o evidenciar a diferença entre o tom cinza e a cor espalhada por todo o mundo, procurei dar a ideia de que a rapariga se maquilhou e que quase é possível “tocar” nas suas pestanas (espessura).
A escala está expressa no tamanho do olho em comparação com o mundo. Na bolacha, optei por dar maior relevância, ao nível da escala, ao olho em si e não ao mundo no seu interior.
O movimento está representado nas pestanas, uma vez que procurei dar uma ideia de movimento às pestanas, para tornar a imagem o mais “humana” possível, estas transmitem uma aparência espessa, como na realidade.
 E as técnicas de comunicação visual foram:
 O equilíbrio que está presente em toda a imagem, todos os elementos da imagem estão em consonância e harmonia uns com os outros.
A assimetria que se encontra entre a imagem do mundo e o olho em si, o mundo está representado como sendo mais pequeno do que o olho, com o objectivo de mostrar que todos nós fazemos parte do mesmo mundo, independentemente da nossa individualidade.
A  simplicidade está em toda a imagem, nesta imagem é privilegiada a simplicidade, que interliga todos os elementos da fotográfica e nos transmite uma ideia de ordem.
O exagero encontra-se nas pestanas e na cor representada no mundo, apesar de simples, esta imagem também é constituída por algum exagero, representado pelas pestanas e pelo contraste entre o tom cinzento e as cores presentes no mundo. Tem como objectivo sublinhar o facto, expresso pela música, da falta de união entre homens que partilham o mesmo mundo.
A espontaneidade está presente na imagem do mundo, usei esta técnica com o objectivo de expor a ideia de uma certa liberdade e emoção, expressa pela imagem do mundo.
A ousadia encontra-se em toda a imagem, utilizei esta técnica com o objectivo de que a imagem “desse nas vistas “e chama-se a atenção, especialmente, através do contraste entre o cinzento e o azul e o exagero de pintura nas pestanas.
A exatidão está expressa em toda a imagem, no entanto, esta imagem privilegia a experiência visual e natural das coisas, muitos elementos são ilusão de óptica, como podemos constatar pela ideia de “suspensão” das raparigas na pálpebra inferior.
A profundidade encontra-se representada em toda a imagem, dado o uso da perspectiva, da cor e da luz nesta imagem, foi possível aplicar a técnica da profundidade.
A justaposição está por toda a imagem, todos os elementos desta imagem exprimem uma relação entre si, isso permite que a imagem transmita não só uma, mas várias ideias.

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