Este trabalho foi realizado no âmbito da
disciplina de Design e Comunicação Visual, do 2º semestre, do 1º ano do curso
de Ciências da Comunicação: Jornalismo, Assessoria e Multimédia da Faculdade de
Letras da Universidade do Porto.
O seu objectivo é familiarizar-nos
com os elementos básicos e com as técnicas de comunicação visual, através da
elaboração de uma composição que teve como base, no meu caso, a música “We Must Stand Together” da banda Nickelback.
Gosto muito desta banda, penso
que praticamente todas as letras das suas músicas são cativantes e, algumas, transmitem
mensagens importantes.
Escolhi esta música, em
particular, dado que ela reforça a ideia da união entre os homens, referindo
que, se nos unirmos, seremos mais fortes e mais felizes. Para isso, devemos
colocar o egoísmo de parte, não ignorando outras realidades exteriores à nossa,
“abrindo os olhos” e procurando ajudar os outros sempre que nos for possível.
Na elaboração deste
projeto, os elementos básicos de comunicação visual que usei, no caso da capa
do CD (quadrado com 12x12cm), foram:
O ponto que está na íris do
olho, para representar a íris do olho humano; a linha está representada nas pálpebras, nas pestanas, nas sobrancelhas, na própria forma do olho,
em algumas marcas na pele e na linha que delineia o mundo, para delinear o olho
e o mundo e para mostrar que se trata de um olho humano, através das leves
marcas na pele.
A forma encontra-se representada na imagem do planeta Terra, no olho, e também
pela íris, através do círculo. Escolhi usar a imagem do mundo para ilustrar a
forma, uma vez que a música escolhida se refere ao facto de estarmos todos
ligados uns aos outros, vivendo no planeta Terra.
A direção está no posicionamento das cabeças das raparigas. Na
imagem, constatamos que as raparigas, apesar de estarem muito próximas, não
olham necessariamente umas para as outras, nem têm uma expressão de felicidade
no rosto. Com isto, pretendo demonstrar outra ideia presente na música:
partilhamos todos o mesmo mundo, mas, muitas vezes, procuramos evitar ver e
auxiliar as outras pessoas quando eles têm problemas, fechando-nos, assim, no
nosso próprio mundo, representado, aqui, pelo globo-mundo, no interior do olho
da rapariga.
A cor está presente em toda a imagem, com particular destaque para a
maquilhagem do olho e as diferentes cores nas roupas das três raparigas. Ao
nível da cor, quis, primeiramente, transmitir a ideia de harmonia, usando as
cores da maquilhagem que procuram estar em relativa conformidade com as cores
do planeta. As cores fortes e diferentes nas roupas das raparigas são uma forma
de demostrar as diferenças entre as pessoas.
A escala esta representada no tamanho das raparigas em comparação com
do olho e também no tamanho do mundo quando comparado com o tamanho das raparigas.
Relativamente à escala, reparamos que apesar do olho ser maior que as
raparigas, elas são do tamanho do mundo, apresentado atrás delas. Com isto,
quis mostrar que os Homens aos seus olhos são do tamanho do mundo,
representando, assim, a ideia de egoísmo, presente na música. No entanto,
devíamos ter em mente que se nos mantivermos juntos (We must stand together)
podemos não só tornar o nosso mundo melhor, como também o dos outros. As
raparigas têm todas o mesmo tamanho, uma vez que estão numa posição de igual
para igual, mas estão separadas fisicamente, ilustrando a ideia de indiferença
e alheamento de umas para com as outras.
A dimensão encontra-se no posicionamento das raparigas sentadas ao
longo da pálpebra inferior, através da utilização da perspectiva, temos a
ilusão de que as raparigas estão sentadas ao longo da pálpebra inferior, mais
uma vez com a intenção de mostrar que estão numa posição de igual para igual.
O equilíbrio está presente no posicionamento
das três raparigas, procurei usar o equilíbrio, uma vez que queria dar uma
ideia de “suspensão” das raparigas na pálpebra inferior.
A assimetria
encontra-se presente entre as raparigas, o mundo e o olho. Utilizei a assimetria
nos tamanhos, de forma a evidenciar o tamanho do olho relativamente às
raparigas. Com isto, quis demostrar que os Homens aos seus olhos são do tamanho
do mundo, representando, assim, a ideia de egoísmo, presente na música. No
entanto, devíamos ter em mente que se nos mantivermos juntos (We must stand
together) podemos não só tornar o nosso mundo melhor, como também o dos outros.
A espontaneidade está nas três raparigas e no mundo, usei esta técnica com
o objectivo de expor a ideia de uma certa liberdade e emoção, expressa aqui
pela imagem do mundo.
A ousadia encontra-se nas três raparigas e na escala do mundo, utilizei a
técnica da ousadia com o objectivo de fazer com que a imagem desse nas vistas e
chama-se a atenção.
A exatidão está presente em toda a imagem,
apesar desta imagem privilegiar a experiência visual e natural das coisas,
muitos elementos são ilusão de óptica, como podemos constatar pela ideia de
“suspensão” das raparigas na pálpebra inferior.
A profundidade está por toda a imagem,
dado o uso da perspectiva, da cor e da luz nesta imagem, foi possível aplicar a
técnica da profundidade.
A justaposição encontra-se por toda a
imagem, todos os elementos desta imagem exprimem uma relação entre si, isso
permite que a imagem transmita não só uma, mas várias ideias.
A atividade está expressa na posição
corporal e expressão das três raparigas e também no mundo, com esta técnica,
procurei aplicar movimento no corpo e na expressão das raparigas. Já no mundo,
através dos contrastes de cor e da luz, procurei também dar a ideia de
deslocação/movimento.
No contorno circular, com
11,5 de diâmetro (a bolacha do CD) os elementos básicos e técnicas de comunicação
visual que usei foram:
O ponto que está na íris
do olho, para representar a íris do olho humano; a linha representada nas pálpebras, nas pestanas, nas sobrancelhas, na própria forma do olho,
em algumas marcas na pele e na linha que delineia o mundo, para delinear o olho
e o mundo e para mostrar que se trata de um olho humano, através das leves
marcas na pele.
A forma encontra-se representada no planeta Terra no olho e também
pela íris, através do círculo, escolhi usar a imagem do mundo para ilustrar a
forma, uma vez que a música escolhida se refere ao facto de estarmos todos
ligados uns aos outros, vivendo no planeta Terra.
O tom está por toda a imagem, escolhi usar
o tom cinzento para evidenciar a mesma ideia, mas de forma diferente, mostrando
que todos juntos damos cor ao mundo, separados somos apenas um corpo “sem cor”.
Aqui podemos encontrar, também, a perspectiva, devido ao contraste entre as pestanas
e a pele cinzenta, criando a ideia de dimensão.
A textura encontra-se nas pestanas (com
maior destaque) e nas sobrancelhas, para destacar o interior do olho o
evidenciar a diferença entre o tom cinza e a cor espalhada por todo o mundo,
procurei dar a ideia de que a rapariga se maquilhou e que quase é possível
“tocar” nas suas pestanas (espessura).
A
escala está expressa no tamanho do
olho em comparação com o mundo. Na bolacha, optei por dar maior relevância, ao
nível da escala, ao olho em si e não ao mundo no seu interior.
O movimento está representado nas
pestanas, uma vez que procurei dar uma ideia de movimento às pestanas, para
tornar a imagem o mais “humana” possível, estas transmitem uma aparência
espessa, como na realidade.
A assimetria que se encontra entre a imagem do mundo e o olho em si, o
mundo está representado como sendo mais pequeno do que o olho, com o objectivo
de mostrar que todos nós fazemos parte do mesmo mundo, independentemente da
nossa individualidade.
A simplicidade está em toda a
imagem, nesta imagem é privilegiada a simplicidade, que interliga todos os
elementos da fotográfica e nos transmite uma ideia de ordem.
O exagero encontra-se nas pestanas e na cor representada no mundo, apesar
de simples, esta imagem também é constituída por algum exagero, representado
pelas pestanas e pelo contraste entre o tom cinzento e as cores presentes no
mundo. Tem como objectivo sublinhar o facto, expresso pela música, da falta de
união entre homens que partilham o mesmo mundo.
A espontaneidade está presente na imagem do mundo, usei esta técnica
com o objectivo de expor a ideia de uma certa liberdade e emoção, expressa pela
imagem do mundo.
A ousadia encontra-se em toda a imagem,
utilizei esta técnica com o objectivo de que a imagem “desse nas vistas “e
chama-se a atenção, especialmente, através do contraste entre o cinzento e o
azul e o exagero de pintura nas pestanas.
A exatidão
está expressa em toda a imagem, no entanto, esta imagem privilegia a
experiência visual e natural das coisas, muitos elementos são ilusão de óptica,
como podemos constatar pela ideia de “suspensão” das raparigas na pálpebra
inferior.
A profundidade encontra-se representada em
toda a imagem, dado o uso da perspectiva, da cor e da luz nesta imagem, foi
possível aplicar a técnica da profundidade.
A justaposição está por toda a imagem, todos
os elementos desta imagem exprimem uma relação entre si, isso permite que a
imagem transmita não só uma, mas várias ideias.


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